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Uso de aspirina faz mais mal do que bem para cardíacos
01/09/2009
Estudo revê a recomendação do medicamento para pessoas como forma de prevenir ataques cardíacos. Segundo pesquisadores, os riscos de uma hemorragia pelo uso diário do remédio ultrapassam os possíveis benefícios
De acordo com uma pesquisa britânica, as pessoas saudáveis que estão tomando uma dose diária de aspirina como forma de prevenir ataques cardíacos podem ter mais riscos do que benefícios de saúde. Os pesquisadores concluíram que o risco de uma hemorragia ligada ao remédio suplantam o efeito protetor do medicamento contra coágulos – exceto em casos de pacientes com histórico de problemas vasculares.
Segundo Peter Weissberg, diretor médico da Fundação Britânica do Coração, uma das financiadoras do estudo, está comprovado que a aspirina pode ajudar pacientes com sintomas de doenças arteriais como angina, infarto e derrame. Mas, no caso de pessoas sem sintomas ou diagnóstico específico de doenças cardiovasculares, a medida pode trazer risco de sangramento.
A pesquisa envolveu 3350 homens e mulheres entre 50 e 75 anos cujas artérias das pernas apresentavam comprometimento de elasticidade, mas que não tinham sintomas de doenças cardiovasculares nem histórico de ataque cardíaco. Os voluntários foram divididos em dois grupos – um tomava uma dose diária de 100 mg de aspirina e outro tomava apenas placebo – e monitorados durante oito anos.
Ao final do período, os pesquisadores concluíram que não houve nenhuma diferença no número de infartos, derrames e outras doenças cardiovasculares entre os dois grupos. Entre os voluntários que haviam tomado aspirina, contudo, houve um maior número de casos de hemorragia extensa: 2% contra 1,2% entre os que tomaram placebo.
O estudo foi liderado por Gerry Fowkes, da Unidade de Prevenção às Doenças Vasculares Periférias de Edimburgo, na Escócia, e foi apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiogologia.
A aspirina no Brasil
Neste mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária publicou uma norma que determinou que medicamentos vendidos sem receita médica deixem de ficar ao alcance dos consumidores. Assim como os remédios que exigem receita, eles devem ficar atrás do balcão e ser comprados apenas sob orientação de um farmacêutico.
O principal objetivo da medida é dificultar a auto-medicação, uma prática recorrente no país e que pode mascarar os sintomas de problemas mais sérios de saúde.
Fonte: Época
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